segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Curta

A vida é curta demais para se importar. É um acorda-vive-dorme contínuo, como uma roda-gigante que nunca para até parar para sempre. A vida é curta demais até mesmo para pensar. E nesse meio tempo, gente que escolhe ser coadjuvante da própria vida. Recuso-me.

Recuso-me a dormir, intervalos de viver, grandes lacunas em que nada acontece. O corpo exige, os olhos brigam. Caem no sono. Gente pergunta. Não sei. Gostaria apenas de não faltar na minha própria vida. Precisar de dublê. Ou caírem as cortinas antes do ato final.

Vive-se ao meio, ama-se demais a vida alheia. Não quero arriscar. Perder. A vida é curta demais para viver outras vidas. Várias vidas vividas precariamente. Melhor nem viver.

"These zombies in the park, they're looking for my heart..."*

*Música: Cough Syrup

5 comentários:

Guilherme Ramos disse...

Nossa! Quanto tempo sem lê-la! Quase perdi a prática! Rsssss... Bom tê-la de volta! Sempre com estilo! Mais uma vez (e sempre) PARABÉNS!

Guilherme
www.prosopoetica.blogspot.com

Larissa Bohnenberger disse...

UAU!!!

Tuas palavras disseram tudo! Vamos tomar as rédias da nossa vida antes que ela acabe.

Lindo!

Bjs!

Anônimo disse...

sim tem razão em nunca perder um momento sequer.

Bruno Portella disse...

Foda. As usual.

Marina disse...

Bruno ^^