terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não aprendi a dizer adeus

Cada partida, um parto. Nunca fui boa com despedidas, desde a época em que minha mãe me deixava na escola. Cada uma daquelas partidas, todos os dias, dois corações partidos: o meu e o dela. Logo esquecidos pelos afazeres de estudante, ou pelo estresse do trabalho. Com o tempo, tornou-se mais simples e menos doloroso.

No decorrer da vida, são várias as partidas. Algumas para sempre. A gente aprende a conviver, esperando pelo dia em que elas se tornem mais fáceis. Ou, pelo menos, distantes. Ou menos dolorosas. Porque a volta quase nunca é tão certa como o adeus. E a única certeza que temos é que sempre haverá mais um. O último.

E sempre que ele vai embora, uma dor nova, logo esquecida. Ou substituída pela saudade.

"Mas deixo você ir sem lágrimas no olhar..."
Imagem: GettyImages

Um comentário:

Guilherme Ramos disse...

Ah, pessoa que escrevem bem. Até quando (d)escreve um mal. ;)

Adoro!

Gui.
(www.prosopoetica.blogspot.com)