sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ser ausência

De repente, você está cansado de tentar. De dar tudo, não dever nada, mas não receber o mesmo em troca. Aí você resolve dar menos e o resultado é que recebe menos ainda. Até resolver não dar nada e ter o nada à sua espera, em retribuição. Apenas um estranhamento: "o que houve?"

O problema é esse: nunca houve. E você nem se enganava sobre isso.

De repente, não resta nada. E o que lhe resta é dar sua ausência. Se nada acontece assim, nada nunca aconteceria.

"Ser ausência em vez de insistência"

Um comentário:

Sofia Duarte disse...

Olá!
E, infelizmente o ser-se ausente cada vez nos mostra mais que o horizonte se faz lá longe... Tal como certas pessoas que nos mostram de longe que se importam, que não desejam sequer aproximar.

Somos seres de águas salgadas, porém nunca atingimos o horizonte daqueles que nunca dão um passo junto a nossas marés.
A questão é que a lua continua a levar-nos para desaguar sobre a praia, por mais que o horizonte fique ou desapareça do nosso olhar. Ele faz parte, ou mesmo nem fazendo... Nossas marés de vida sempre desaguarão junto daqueles que fazem de nossa praia, que nos mostram nossas conchas maravilhosas e aquelas partidas.

Que encontremos muitas praias, menos horizontes. E horizontes precisam-se, por vezes, para que a areia que nos abraça a cada dia se faça ainda mais sorridente pelo nosso coração!

Um Abraço!

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